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Pela primeira vez, o Inep libera a consulta aos dados declarados na primeira etapa da coleta antes da divulgação oficial, permitindo que redes municipais, estaduais e do Distrito Federal identifiquem erros com antecedência.
Escolas das redes municipais, estaduais e do Distrito Federal têm até 11 de setembro para conferir as informações declaradas na primeira etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, a chamada Matrícula Inicial. A consulta é feita pelo Sistema Educacenso, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A novidade deste ano está no momento em que essa checagem acontece. Pela primeira vez, os relatórios com os dados declarados durante o período oficial de coleta ficam disponíveis para consulta antes da publicação dos resultados preliminares.
A medida permite que gestores escolares e responsáveis pelas redes identifiquem possíveis inconsistências com antecedência. Nesta etapa, porém, os dados ainda não podem ser alterados.
A edição dos dados será liberada depois da publicação dos resultados preliminares do Censo Escolar 2026 no Diário Oficial da União, prevista para a segunda quinzena de setembro.
A partir daí, começa o período oficial de retificação. Segundo a Portaria Inep nº 217/2026, essa etapa terá duração de 30 dias e deverá ser realizada no próprio Sistema Educacenso.
É durante esse período que poderão ser corrigidos erros de digitação, informações desatualizadas ou dados incompletos identificados pelas escolas.
Por enquanto, a orientação é conferir cuidadosamente as informações que aparecem nos relatórios e registrar as inconsistências encontradas para posterior correção.
O Censo Escolar não é apenas um levantamento estatístico. As informações declaradas pelas escolas são utilizadas em diferentes processos da educação brasileira.
Entre eles está o cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que participa do financiamento da educação básica.
Os dados também são utilizados na produção de indicadores educacionais, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), taxas de rendimento e fluxo escolar e distorção idade-série.
Além disso, as informações do Censo Escolar subsidiam políticas públicas, pesquisas acadêmicas e diferentes procedimentos administrativos relacionados à educação básica.
Por isso, a conferência dos dados antes da retificação permite que as escolas identifiquem problemas que ainda poderão ser corrigidos dentro do prazo oficial.
O calendário do Censo Escolar 2026 continua depois do período de consulta e retificação.
Em 11 de dezembro de 2026, está previsto o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Em 1º de fevereiro de 2027, devem ser divulgados os resultados finais da primeira etapa, as sinopses estatísticas e as demais estatísticas da Educação Básica. Na mesma data, começa a segunda etapa do Censo Escolar, dedicada à situação do aluno.
Nessa fase, as escolas deverão informar a situação dos estudantes registrados na primeira etapa, incluindo aprovação, reprovação, abandono e transferência.
A coleta da segunda etapa está prevista para terminar em 12 de março de 2027. Em 1º de abril, serão disponibilizadas as taxas preliminares de rendimento escolar para conferência. Os indicadores finais de rendimento escolar estão previstos para 14 de maio de 2027.
Por enquanto, o prazo mais próximo é 11 de setembro. Até essa data, gestores e responsáveis pelas escolas podem acessar o Educacenso para conferir os dados declarados na primeira etapa e identificar eventuais inconsistências antes da abertura do período oficial de retificação.